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	<title>Quem N&#227;o Deve N&#227;o Teme</title>
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	<description>S&#237;tio virtual da Campanha &#171;Quem N&#227;o Deve N&#227;o Teme&#187; de fiscaliza&#231;&#227;o popular de contas p&#250;blicas. Seja bem-vinda(o)!</description>
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		<title>Quem N&#227;o Deve N&#227;o Teme</title>
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		<title>Campanha se re&#250;ne com Jornal ATarde</title>
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		<description>Campanha Quem N&#227;o Deve N&#227;o Teme se re&#250;ne com Jornal ATarde No dia 04/02 a Articula&#231;&#227;o em Pol&#237;ticas P&#250;blicas no Estado da Bahia &#8211; APP representada por Paulo Demeter (FASE), Sara C&#244;rtes (AATR-BA), Juliana Dias (APP) e Paulo Magalh&#227;es (Campanha QNDNT) se reuniu com o diretor-executivo, Ranulfo Bocayuva, o editor-chefe, Florivaldo Matos e o assessor especial de projetos, Walter Garrido, do Jornal ATARDE, para discutir uma proposta de parceria em entre a empresa de comunica&#231;&#227;o e a APP &#8211; Campanha Quem (...)

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&lt;a href="http://www.controlepopular.org.br/spip.php?rubrique11" rel="directory"&gt;Not&#237;cias&lt;/a&gt;


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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;Campanha Quem N&#227;o Deve N&#227;o Teme se re&#250;ne com Jornal ATarde&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No dia 04/02 a Articula&#231;&#227;o em Pol&#237;ticas P&#250;blicas no Estado da Bahia &#8211; APP representada por Paulo Demeter (FASE), Sara C&#244;rtes (AATR-BA), Juliana Dias (APP) e Paulo Magalh&#227;es (Campanha QNDNT) se reuniu com o diretor-executivo, Ranulfo Bocayuva, o editor-chefe, Florivaldo Matos e o assessor especial de projetos, Walter Garrido, do Jornal ATARDE, para discutir uma proposta de parceria em entre a empresa de comunica&#231;&#227;o e a APP &#8211; Campanha Quem N&#227;o Deve N&#227;o Teme.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Segundo Ranulfo Bocayuva, diversos meios de comunica&#231;&#227;o, como o jornal Folha de S&#227;o Paulo, estiveram reunidos com o intuito de publicizar a&#231;&#245;es de fiscaliza&#231;&#227;o de gastos e de a&#231;&#245;es do poder p&#250;blico, em diversos estados e munic&#237;pios, a partir do primeiro ano da gest&#227;o dos prefeitos eleitos em 2008. O convite de parceria com a Campanha surgiu ap&#243;s a mesma ter participado no ano passado, de um debate com jornalistas, para apresentar os mecanismos utilizados no controle popular e fiscaliza&#231;&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para tanto, a proposta de &#8220;A Tarde&#8221; &#233; de que seja firmada uma parceria entre a APP - Campanha e o jornal, que se dar&#225; atrav&#233;s do envio de sugest&#245;es de pauta, pela APP, sobre as mobiliza&#231;&#245;es e atua&#231;&#227;o dos grupos nos munic&#237;pios. A id&#233;ia trazida pelo jornal &#233; de que a APP seja uma fonte para o jornal, no que diz respeito a atividades e a&#231;&#245;es de fiscaliza&#231;&#227;o popular. Al&#233;m disso, trazendo pesquisas e levantamentos que ser&#227;o divulgados pelo jornal.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A FASE destacou que a proposta da Campanha n&#227;o est&#225; na conduta &#8220;policialesca&#8221; e sim de mobilizar o cidad&#227;o a fiscalizar as contas p&#250;blicas do seu munic&#237;pio e exercer a sua participa&#231;&#227;o pol&#237;tica. O intuito da Campanha n&#227;o &#233; apenas detectar irregularidades, mas sim fiscalizar onde os recursos est&#227;o sendo gastos, de que forma, e se onde eles foram aplicados, realmente beneficiaram a popula&#231;&#227;o local.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A princ&#237;pio, como falou Sara Cort&#234;s (AATR), o Jornal deveria produzir mat&#233;rias que elucidassem a import&#226;ncia da participa&#231;&#227;o popular, esclarecendo os leitores sobre o direito que o cidad&#227;o tem de fiscalizar, al&#233;m de informar quais os procedimentos que devem ser tomados para ser realizada a fiscaliza&#231;&#227;o popular. Essas informa&#231;&#245;es est&#227;o contidas no material elaborado pela APP Bahia e repassado ao Jornal na ocasi&#227;o (folder, relat&#243;rios 2007 e 2008, jornal e cartilha).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O diretor executivo do Jornal, Ranulfo Bocayuva sugeriu que seja criada uma agenda de a&#231;&#245;es e reuni&#245;es para troca de informa&#231;&#245;es entre a APP e &#8220;A Tarde&#8221;, na qual ser&#227;o sugeridas pautas. Citou tamb&#233;m as oito sucursais do jornal (Cama&#231;ari, Eunap&#243;lis, Santo Ant&#244;nio de Jesus, Barreiras, Itabuna, Feira de Santana, Juazeiro e Vit&#243;ria da Conquista) e se a Campanha tinha atividades nestes munic&#237;pios e em seu entorno. Sara Cort&#234;s falou que a Campanha procura atingir os munic&#237;pios menores, j&#225; que nestes a mobiliza&#231;&#227;o &#233; maior, al&#233;m da leitura das contas serem mais facilitadas. A prop&#243;sito, Ranulfo indagou destacou sobre a fiscaliza&#231;&#227;o da contas na capital, e foi dito que na capital havia um grupo, que acabou desmobilizado, mas que com a proposta de &#8220;A Tarde&#8221; de estar publicizando as a&#231;&#245;es, &#233; poss&#237;vel que novas pessoas e entidades/organiza&#231;&#245;es se sintam motivadas a retomarem essa a&#231;&#227;o. A FASE lembrou que em salvador existem outras redes de ONG's e movimentos sociais populares, com atua&#231;&#227;o concentrada em certos temas ou &#225;reas (Direitos da Crian&#231;a e do Adolescente; sa&#250;de; p. ex) e tamb&#233;m os Conselhos Municipais, e que se poderia tentar ampliar os contatos e incluir essas representa&#231;&#245;es e inst&#226;ncias. A AATR destacou o fato de quanto maior o munic&#237;pio maior a demanda de contas, &#233; preciso focar em algo. Ranulfo destacou como &#225;reas de atua&#231;&#227;o, a Sa&#250;de e a Educa&#231;&#227;o, que na verdade s&#227;o as maiores &#225;reas do or&#231;amento. Para finalizar o diretor executivo citou a import&#226;ncia de constru&#231;&#227;o de um termo de compromisso para ser firmada a parceria.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Contudo ficou decidido que o grupo iria expor a proposta para o N&#250;cleo Facilitador da APP, durante o Planejamento Anual, previsto para as data 02 e 03 de mar&#231;o, na qual posteriormente entraria em contato com o jornal para marcar um nova reuni&#227;o e fechar ou n&#227;o a parceria e ressaltar de que forma esta parceria ser&#225; ben&#233;fica para a APP.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Apresenta&#231;&#227;o da Campanha</title>
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		<description>A Campanha &#8220;Quem N&#227;o Deve N&#227;o Teme&#8221; vem sendo realizada desde 2005, atingindo em quatro anos mais de 200 munic&#237;pios baianos. Diante de um cen&#225;rio de desarticula&#231;&#227;o e desmobiliza&#231;&#227;o crescentes da sociedade civil, a Campanha apresenta-se como uma iniciativa que conseguiu articular e mobilizar grupos de cidadania em quase todas as regi&#245;es do estado. As tem&#225;ticas do controle popular e do questionamento dos limites da democracia brasileira t&#234;m sido cada vez mais pautadas pela sociedade civil. &#201; neste (...)

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&lt;a href="http://www.controlepopular.org.br/spip.php?rubrique3" rel="directory"&gt;Apresenta&#231;&#227;o&lt;/a&gt;


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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;A Campanha &#8220;Quem N&#227;o Deve N&#227;o Teme&#8221; vem sendo realizada desde 2005, atingindo em quatro anos mais de 200 munic&#237;pios baianos. Diante de um cen&#225;rio de desarticula&#231;&#227;o e desmobiliza&#231;&#227;o crescentes da sociedade civil, a Campanha apresenta-se como uma iniciativa que conseguiu articular e mobilizar grupos de cidadania em quase todas as regi&#245;es do estado. As tem&#225;ticas do controle popular e do questionamento dos limites da democracia brasileira t&#234;m sido cada vez mais pautadas pela sociedade civil. &#201; neste contexto que a fiscaliza&#231;&#227;o popular das contas p&#250;blicas apresenta-se como elemento importante para a constru&#231;&#227;o de experi&#234;ncias de democracia participativa. A Campanha &#233; um instrumento de apoio &#224; organiza&#231;&#227;o popular em todo o interior da Bahia.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Secretaria da Campanha</title>
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		<description>Secretaria da Campanha &#171;Quem N&#227;o Deve N&#227;o Teme&#187; / Articula&#231;&#227;o em Pol&#237;ticas P&#250;blicas no Estado da Bahia C&#225;ritas Brasileira Regional Nordeste 3 Rua Em&#237;lia Couto, 270, Brotas Tel: (71) 3356-8862 Correio eletr&#244;nico: appbahia@gmail.com / ascomapp@gmail.com

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&lt;a href="http://www.controlepopular.org.br/spip.php?rubrique14" rel="directory"&gt;Contato&lt;/a&gt;


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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;Secretaria da Campanha &#171;Quem N&#227;o Deve N&#227;o Teme&#187; / Articula&#231;&#227;o em Pol&#237;ticas P&#250;blicas no Estado da Bahia&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;C&#225;ritas Brasileira Regional Nordeste 3&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Rua Em&#237;lia Couto, 270, Brotas&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tel: (71) 3356-8862&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Correio eletr&#244;nico: appbahia@gmail.com / ascomapp@gmail.com&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Modelo de Peti&#231;&#227;o da Cidadania</title>
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		<title>Modelo de Oficina</title>
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		<title>Modelo de Comunicado para Fiscaliza&#231;&#227;o </title>
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		<title>Modelo de Representa&#231;&#227;o para o MP</title>
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		<title>Modelo de Requerimento de Processos de Pagamento</title>
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		<title>O que procurar nas contas?</title>
		<link>http://www.controlepopular.org.br/spip.php?article11</link>
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		<description>Fique de olho O que procurar nas contas? H&#225; muitas coisas para se verificar no seu munic&#237;pio. Abaixo est&#227;o listados diversos ind&#237;cios de irregularidades e desvios de verba. Mas al&#233;m disso, &#233; importante ter em mente as prioridades dos gastos do munic&#237;pio. A Constitui&#231;&#227;o garante a todos o direito &#224; educa&#231;&#227;o e sa&#250;de p&#250;blicas e de qualidade. Al&#233;m disso, o poder p&#250;blico deve zelar pelos direitos fundamentais de todo cidad&#227;o, como direito &#224; moradia, esporte, lazer... &#201; importante tentar visualizar se os (...)

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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;Fique de olho
O que procurar nas contas?&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;H&#225; muitas coisas para se verificar no seu munic&#237;pio. Abaixo est&#227;o listados diversos ind&#237;cios de irregularidades e desvios de verba. Mas al&#233;m disso, &#233; importante ter em mente as prioridades dos gastos do munic&#237;pio. A Constitui&#231;&#227;o garante a todos o direito &#224; educa&#231;&#227;o e sa&#250;de p&#250;blicas e de qualidade. Al&#233;m disso, o poder p&#250;blico deve zelar pelos direitos fundamentais de todo cidad&#227;o, como direito &#224; moradia, esporte, lazer... &#201; importante tentar visualizar se os investimentos feitos pela prefeitura caminham no sentido de atender &#224;s necessidades da popula&#231;&#227;o. Se h&#225; gastos enormes na manuten&#231;&#227;o do governo e na realiza&#231;&#227;o de festas, mas falta dinheiro pras escolas e pro cal&#231;amento de bairros perif&#233;ricos, &#233; sinal de que a prefeitura n&#227;o est&#225; realizando seus investimentos de acordo com as demandas da popula&#231;&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Lembre-se:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Balancetes n&#227;o permitem que se detectem irregularidades. A fiscaliza&#231;&#227;o deve ser feita em torno de processos de pagamento, licita&#231;&#245;es, notas fiscais, etc. Mas a an&#225;lise dos balancetes pode ser extremamente &#250;til para avaliar as prioridades de gastos em rela&#231;&#227;o com os indicadores sociais do munic&#237;pio.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Observe o balancete a seguir, criado a t&#237;tulo de exemplo. Os gastos com administra&#231;&#227;o, folha de pagamento e publicidade superam de maneira absurda os investimentos em sa&#250;de e educa&#231;&#227;o. Isso mostra um grave desequil&#237;brio nas prioridades do munic&#237;pio, que s&#243; pode ser resolvido com participa&#231;&#227;o social e controle popular.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Obras e servi&#231;os n&#227;o realizados:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Observe se a prefeitura prestou contas de cal&#231;amentos, reformas de estradas, de escolas ou coisas desse tipo, que n&#227;o foram feitas na pr&#225;tica. Exemplos: segundo moradores/as dos munic&#237;pios de Heli&#243;polis e Gentio do Ouro existem ruas sem cal&#231;amento e saneamento, mas contas das prefeituras indicam despesas j&#225; efetuadas para essas obras.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Superfaturamentos:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Verifique nas notas fiscais e recibos se o valor declarado &#233; bem maior que o valor de mercado. Exemplos: a popula&#231;&#227;o descobriu que o prefeito de Barra do Mendes trocou todas as plaquinhas de numera&#231;&#227;o das casas pagando R$ 8,00 por cada nova placa feita em PVC por uma empresa localizada em outra cidade, enquanto no pr&#243;prio munic&#237;pio existe um fabricante que cobra apenas R$ 2,50 por cada placa feita em bronze; j&#225; em Itaberaba, o grupo de fiscaliza&#231;&#227;o identificou que, em 2004, a prefeitura comprou um cadeado e uma corrente por incr&#237;veis R$ 25 mil.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Empresas &#8220;fantasmas&#8221;:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Verifique se a empresa que emitiu a nota fiscal est&#225; regular com a Secretaria da Fazenda do Estado e com a Receita Federal, pois ela pode ser empresa &#8220;fantasma&#8221; (n&#227;o existir e s&#243; fornecer notas). Desconfie das notas em seq&#252;&#234;ncia e com valores redondos. Aten&#231;&#227;o: as contas devem trazer a identifica&#231;&#227;o completa dos credores (CNPJ, endere&#231;o completo, inscri&#231;&#227;o estadual etc). Verifique na junta comercial se a empresa ainda est&#225; ativa e quem s&#227;o seus s&#243;cios.
Exemplos: no munic&#237;pio de Lap&#227;o, a prefeitura contratou duas produtoras de eventos para realizarem festas, sendo que tais empresas n&#227;o funcionam nos endere&#231;os indicados &#8211; segundo a popula&#231;&#227;o, em um existe um galp&#227;o abandonado e no outro a resid&#234;ncia de parentes do presidente da C&#226;mara de Vereadores; em Eun&#225;polis, uma construtora presta servi&#231;os a prefeituras de outros munic&#237;pios sem nunca ter funcionado no endere&#231;o fornecido e, mais, com sua Inscri&#231;&#227;o Estadual cancelada pela Secretaria da Fazenda do Estado.
Aten&#231;&#227;o: Contratar empresas &#8220;fantasmas&#8221; de outros munic&#237;pios &#233; uma artimanha para dificultar a fiscaliza&#231;&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fraudes em licita&#231;&#245;es:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A licita&#231;&#227;o acontece quando a prefeitura precisa comprar algum produto ou contratar servi&#231;os de uma pessoa ou empresa pelo menor pre&#231;o e melhor qualidade. A participa&#231;&#227;o de todos deve ser garantida atrav&#233;s de edital, publicado e divulgado amplamente. As irregularidades mais comuns s&#227;o dispensas indevidas de licita&#231;&#227;o, n&#227;o publica&#231;&#227;o dos editais e fraudes na concorr&#234;ncia. &#201; importante verificar as datas dos atos, a exist&#234;ncia das empresas que participaram, al&#233;m de acompanhar procedimentos como o julgamento das propostas, homologa&#231;&#227;o e assinatura de contrato. Suspeite de fornecedores que sempre ganham a licita&#231;&#227;o. Exemplos: segundo moradores de Uiba&#237;, nos &#250;ltimos anos, todas as grandes obras t&#234;m suas concorr&#234;ncias vencidas por uma empresa de propriedade de um primo do prefeito; j&#225; em Itabuna os cidad&#227;os/&#227;s descobriram que um posto de combust&#237;veis faturou mais de R$ 350 mil em seis processos de pagamento, sendo que tr&#234;s destes processos foram realizados em seq&#252;&#234;ncia e na mesma data.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sinais de irregularidades na administra&#231;&#227;o:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Apesar de n&#227;o determinarem necessariamente a presen&#231;a de corrup&#231;&#227;o, alguns fatores merecem uma aten&#231;&#227;o especial:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Hist&#243;rico comprometedor da autoridade eleita e de seus auxiliares&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Falta de transpar&#234;ncia nos atos administrativos dos governantes&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Aus&#234;ncia de controles administrativos e financeiros&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Desinteresse do Executivo em informar o processo or&#231;ament&#225;rio&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Enriquecimento r&#225;pido de um pequeno grupo pr&#243;ximo ao prefeito&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Resist&#234;ncia das autoridades em prestar contas&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Falta cr&#244;nica de verbas para os servi&#231;os b&#225;sicos&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Falta de publicidade dos pagamentos efetuados&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Empresas constitu&#237;das &#224;s v&#233;speras do in&#237;cio de um novo mandato&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Persegui&#231;&#227;o a vereadores que questionam gastos e contas dos munic&#237;pios&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Promo&#231;&#227;o de festas p&#250;blicas para acobertar desvio de recursos&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Pagamentos efetuados com cheques sem cruzamento&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Divulgue os resultados&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#192; medida que as fraudes v&#227;o sendo comprovadas, devem ser divulgadas para a popula&#231;&#227;o. Voc&#234; pode fazer panfletos e jornais, procurar apoio de programas de r&#225;dio e TV, utilizar a tribuna da C&#226;mara de Vereadores etc. Mas cuidado! Seja respons&#225;vel. Evite sempre a divulga&#231;&#227;o de den&#250;ncias inconsistentes. Isso pode desacreditar todo o movimento popular pelo acesso &#224;s contas p&#250;blicas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Onde denunciar&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Minist&#233;rio P&#250;blico Estadual (Promotor de Justi&#231;a)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Minist&#233;rio P&#250;blico Federal (Procurador)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Tribunal de Contas do Munic&#237;pio, do Estado e da Uni&#227;o&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; C&#226;maras de Vereadores e Assembl&#233;ias Legislativas&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8226; Conselhos Municipais&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Hist&#243;rico</title>
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		<description>Quem N&#227;o Deve N&#227;o Teme: quatro anos de olho nas contas p&#250;blicas municipai s A Campanha &#8220;Quem N&#227;o Deve N&#227;o Teme&#8221; vem sendo realizada desde 2005, atingindo em quatro anos mais de 200 munic&#237;pios baianos. Diante de um cen&#225;rio de desarticula&#231;&#227;o e desmobiliza&#231;&#227;o crescentes da sociedade civil, a Campanha apresenta-se como uma iniciativa que conseguiu articular e mobilizar grupos de cidadania em quase todas as regi&#245;es do estado. Apesar de constar na Constitui&#231;&#227;o Federal desde 1988, as experi&#234;ncias vivenciadas (...)

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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;Quem N&#227;o Deve N&#227;o Teme:
quatro anos de olho nas contas p&#250;blicas municipai&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt; &lt;/strong&gt;s&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A Campanha &#8220;Quem N&#227;o Deve N&#227;o Teme&#8221; vem sendo realizada desde 2005, atingindo em quatro anos mais de 200 munic&#237;pios baianos. Diante de um cen&#225;rio de
desarticula&#231;&#227;o e desmobiliza&#231;&#227;o crescentes da sociedade civil, a Campanha apresenta-se como uma iniciativa que conseguiu articular e mobilizar grupos de cidadania em quase todas as regi&#245;es do estado.
Apesar de constar na Constitui&#231;&#227;o Federal desde 1988, as experi&#234;ncias vivenciadas atestam que at&#233; hoje o procedimento de livre acesso &#224;s contas municipais &#233; muito incipiente e distante da realidade da maioria dos munic&#237;pios baianos. Em quase todos eles, absurdamente, o ato de &#8220;pedir as contas&#8221; soa como informa&#231;&#227;o nova e inusitada.
Os desafios relatados pelos grupos s&#243; v&#234;m confirmar as viciadas pr&#225;ticas do poder p&#250;blico municipal: a a&#231;&#227;o de fiscalizar incomoda, esbarra-se no autoritarismo dos gestores, na burocracia, na falta de informa&#231;&#227;o e na m&#225; vontade de muitos servidores p&#250;blicos. O medo de repres&#225;lias e persegui&#231;&#245;es pol&#237;ticas tamb&#233;m &#233; um desafio para a participa&#231;&#227;o de mais pessoas nos grupos. Mas, apesar dos percal&#231;os, com insist&#234;ncia e press&#227;o popular tem sido poss&#237;vel abrir as contas de v&#225;rios munic&#237;pios e fazer a desejada leitura pol&#237;tica das despesas realizadas.
&#8220;Mais f&#225;cil do que se pensa&#8221;, &#8221;um grande quebra-cabe&#231;a que voc&#234; n&#227;o quer deixar at&#233; montar todinho&#8221;, &#233; o que dizem as pessoas ao manusearem as presta&#231;&#245;es de contas. Depoimentos como esses desmistificam totalmente o discurso hegem&#244;nico tecnicista, provando que o conhecimento do cidad&#227;o comum, local, n&#227;o &#233; s&#243; suficiente como fundamental para &#8220;decifrar a esfinge dos gastos or&#231;ament&#225;rios&#8221;, como dizia o professor Elenaldo Teixeira.
As tem&#225;ticas do controle popular e do questionamento dos limites da democracia brasileira t&#234;m sido cada vez mais pautadas pela sociedade civil. &#201; neste contexto que a fiscaliza&#231;&#227;o popular das contas p&#250;blicas apresenta-se como elemento importante para a constru&#231;&#227;o de experi&#234;ncias de democracia participativa. A Campanha &#233; um instrumento de apoio &#224; organiza&#231;&#227;o popular em todo o interior da Bahia.
O grande desafio apontado para a Campanha &#233; a continuidade desta mobiliza&#231;&#227;o despertada para a fiscaliza&#231;&#227;o, quando movimentos sociais populares est&#227;o em refluxo e as pessoas em geral acreditam cada vez menos nas institui&#231;&#245;es (prefeitos, vereadores, partidos pol&#237;ticos, Minist&#233;rio P&#250;blico, Judici&#225;rio).
Neste sentido, aponta-se como perspectiva um processo permanente de forma&#231;&#227;o e mobiliza&#231;&#227;o, para viabilizar a fiscaliza&#231;&#227;o durante todo o exerc&#237;cio financeiro, de acordo com o previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. &#201; preciso articular a Campanha com outras iniciativas ligadas ao controle social, porque a fiscaliza&#231;&#227;o &#233; somente uma etapa deste processo. A import&#226;ncia de acompanhar os processos de elabora&#231;&#227;o e de execu&#231;&#227;o dos or&#231;amentos p&#250;blicos n&#227;o pode ser negligenciada para articular uma rede de controle social popular na Bahia.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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